quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eu também posso errar?



Há algum tempo atrás fui obrigada a lavar os meus cabelos com um shampoo que nunca havia usado, o chamado 2 em 1, que até então pra mim seria terrível! Com cabelos oleosos é impossível usar condicionador. Mas fazer o que não tinha outra opção, enfim usei o tal shampoo, e pra minha surpresa, meus cabelos ficaram lindos! Coisa que os outros milhares de shampoos de marca nunca tinham feito, aquilo que até o momento pra mim era o ideal e o "certo" caiu por terra. Foi ai que me dei conta do quanto agente se esforça pra fazer a coisa supostamente “certa”, comprar um produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa, fazer a coisa certa - Mas que coisa certa? O que é realmente certo ou errado? Certo para quem? Ou certa pra quê? O homem certo, por exemplo: existe ficção maior para nós mulheres? Uma conhecida da minha mãe se casou com o homem “certo”, depois de namorar 10 anos. Não levou nem um mês para descobrir que estava com o homem errado. Tudo eram flores até colocar a aliança. E tem também aqueles romances repentinos que você namora três meses e se depara na igreja e em menos de um mês aquele que era o seu príncipe encantado vira um sapo! O certo pode se tornar um equivoco enorme no futuro! Ou o contrário: tem aqueles homens que chegam naquele jeito "nada a ver" com você, e vai ficando, e quando você percebe, está casada e feliz! Nossa e as roupas? Quantos fins de semana você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquela festa chiquérerrima e, na hora de sair você se olha no espelho e se sente um E.T, e vê que está tudo errado? As suas amigas juram que você esta perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já me senti assim, fantasiada de uma coisa que não condizia com a minha realidade, com o meu estilo, só por modismo, estava com a roupa "certa", mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para "errar". Há pouco tempo uma conhecida minha estava fumando e eu fui falar pra ela, que aquilo não era bom, em fim tudo o que já sabemos sobre essa droga, e ela me disse: "Eu sei que está errado, mas agente tem que fazer alguma coisa errada na vida não é?! se não fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era sair de casa e morar com o meu namorado, mas como não tenho coragem pra isso, então eu fumo". Eu particularmente concordo que viver é eventualmente, poder sair um pouco dos trilhos. O mundo esta cheio de regras, que vão desde o nosso guarda-roupa, passando por maquiagens e dietas, até o que "temos" que dizer em uma entrevista de emprego, a comida que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o celular que esta na moda e dá status enfim "n" coisinhas... Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio e renunciar ao inesperado. Meu avô sempre fala que as pessoas ficam chocadas quando ele diz que nunca gostou de dirigir e que nunca quis aprender e ele com toda calma diz: “Eu não dirijo, assim como não boto ovo, não fabrico rádios, tem um punhado de coisas que eu não faço!" Não temos que fazer tudo que esperam que agente faça nem acertar sempre no que dizemos. O certo ou o "certo" podem ser bons, mas às vezes precisamos aposentar o obvio e deixar as coisas acontecerem, sejam elas "certas" ou realmente certas!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Existe muito mais entre o céu e o mar do que podemos enxergar.


Pra quem acha que conhece tudo e já viu de tudo nessa vida, um dia nota que na verdade nunca soube de nada. Deus com apenas um sopro destrói toda a humanidade, quem somos nós perante a inteligência do criador.

Durante toda a vida passamos querendo entender as várias coisas que pra nós são mistérios, acreditar que surgimos do nada, que toda a criação surgiu sem querer, é burrice, nossa estupidez às vezes é tão grande que nos é colocada um venda que nos impede de enxergar a realidade, tudo por medo de ter a certeza que existe algo muito mais forte e poderoso de que qualquer bomba nuclear.

Às vezes ficamos sem entender por que tantos desastres acontecem, tantas catástrofes, mas esquecemos da nossa escolha, o livre-arbítrio nos da oportunidade de escolher entre o bem e mal, e são muitos aqueles que optam pela maldade, e depois as pessoas vem culpar o meu amigo Deus.

Segundo “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, Deus é a inteligência suprema, causa primaria de todas as coisas. Deus é infinito? Pode-se dizer que é uma definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima da sua inteligência.

Para acreditar em Deus, basta ao homem lançar os olhos sobre as obras da criação. O universo existe, portanto ele tem uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pudesse fazer alguma coisa.

Que conclusão podemos tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si mesmo da existência de Deus? A de que Deus existe; de onde lhes viria esse sentimento se repousasse sobre o nada?!